Quase metade dos jogos lançados no Steam em outubro de 2026 informou usar IA generativa, de acordo com uma análise do usuário do Reddit u/ploz de 63.600 títulos publicados desde que a Valve alterou suas regras. A análise calculou essa parcela em 49,9%, quase o dobro dos 26,4% de outubro de 2025. Nos primeiros 10 meses de 2026, a média informada foi de 40,1%.
A Valve começou a permitir jogos feitos com IA generativa em janeiro de 2024, desde que os desenvolvedores informassem seu uso por meio de um questionário. Em janeiro de 2026, a empresa restringiu a exigência de divulgação a materiais gerados por IA que os jogadores possam ver ou ouvir, como ilustrações, texturas, músicas e diálogos. A política deixou de exigir a divulgação de usos nos bastidores, incluindo assistentes de programação e ferramentas internas de otimização.
Arte visual e texturas corresponderam a 63% dos usos informados na análise. Texto e localização representaram 30%, seguidos por materiais de marketing para a loja, com 26%, e áudio, com 21%. O código foi citado em 16% das divulgações, enquanto a geração dinâmica durante o jogo correspondeu a 3%.
O uso informado também variou conforme o desenvolvedor e o jogo. Desenvolvedores que lançam pelo menos 10 títulos por ano informaram usar IA a uma taxa de 68%, em comparação com 37% entre aqueles que trabalham em um único projeto. Jogos com menos de 10 avaliações tiveram uma taxa de divulgação de 47%, enquanto os títulos com mais de 1.000 avaliações ficaram em 14%.
O artigo relaciona o aumento no número de lançamentos à redução das barreiras para publicar jogos. O Steam cobra US$ 100 para publicar um jogo, e mais de 8.000 demos foram exibidas durante o Next Fest de outubro de 2026 — o dobro do número da edição anterior. Segundo relatos, cerca de um terço desses projetos usou IA.
Jogos que informaram conter conteúdo gerado por IA tiveram, em média, 77% de avaliações positivas, em comparação com 83% dos jogos descritos na análise como criações tradicionais. A Valve não introduziu um filtro global para ocultar jogos gerados por IA, o que levou grupos voluntários de curadoria a identificá-los e serviços de terceiros a oferecer opções de filtragem mais seletivas.
A política também se tornou um ponto de divergência entre o Steam e a Epic Games Store. O CEO da Epic, Tim Sweeney, criticou a abordagem de rotulagem do Steam, argumentando que ela poderia expor os desenvolvedores a assédio. O artigo afirma que, em vez disso, a Epic tem buscado uma integração mais ampla da IA, incluindo uma parceria com a Anthropic destinada a acelerar o desenvolvimento de jogos com assistência de IA.
Fontes: Jeuxvideo.com.