A Studio Atelico lançou o Atelico AI Engine em Acesso Antecipado, disponibilizando aos desenvolvedores que solicitarem acesso pelo site da empresa a tecnologia usada em seu jogo de estreia, Bobium Brawlers.

O mecanismo foi projetado para funcionar nos dispositivos, em vez de depender de centros de dados. Ele oferece suporte a Unity, Unreal Engine e Godot, e pode ser usado para gerar imagens, executar modelos de linguagem, implementar sistemas de fala e criar comportamentos de personagens controlados por IA.

Segundo a Studio Atelico, a tecnologia pode operar paralelamente à jogabilidade sem afetar o desempenho de renderização. Ela foi projetada para eliminar a dependência da nuvem no Windows, macOS, iOS e Linux, com suporte tanto para GPUs quanto para CPUs.

“Até agora, os desenvolvedores tiveram de escolher entre jogabilidade inteligente, desempenho e controle criativo”, afirmou o CEO da Studio Atelico, Piero Molino. Ele disse que a empresa criou o mecanismo para evitar essas concessões, acrescentando que a IA deve ser usada a serviço da experiência do jogador, em vez de ser simplesmente maximizada.

A empresa havia descrito anteriormente Bobium Brawlers como um projeto destinado a demonstrar sua tecnologia. Molino também disse que a ambição de longo prazo da Studio Atelico era tornar-se “a Epic Games da IA”, combinando jogos viabilizados por novas tecnologias com ferramentas que ajudem a criar os jogos do futuro.

Molino e o diretor de produto Chris Olson também discutiram a abordagem da empresa à IA generativa. A Studio Atelico afirma que seu ecossistema utiliza modelos treinados com o trabalho de seus artistas, mantendo ao mesmo tempo um fluxo de trabalho liderado por artistas, em vez de usar IA para eliminar integrantes da equipe de arte.

Olson disse que a empresa havia preparado um documento preliminar chamado Artist Rights Contract, ou ARC. A proposta permitiria que os artistas definissem como seu trabalho pode ser usado, participassem de possíveis benefícios quando sua arte fosse usada para treinar modelos e limitassem esse uso a projetos específicos. Qualquer uso para outras finalidades exigiria uma renegociação.

Molino disse que a Studio Atelico treina seus próprios modelos usando dados e obras de arte que pertencem à empresa, incluindo material criado internamente para seus projetos. Ele acrescentou que o objetivo da empresa era criar possibilidades que antes não estavam disponíveis sem substituir seus artistas.

Fontes: GamesIndustry.biz.